Crítica
de filme: Vida de Cachorro
A
Dog’s Life (Estados Unidos, 1918). De Charles Chaplin. Com Charles Chaplin,
Edna Purviance, Syd Chaplin, Tom Wilson. Comédia.
O
vagabundo Carlitos adota cachorro e ajuda cantora humilhada pelo patrão.
Chaplin e o cãozinho scraps. Muito fofos.
O vagabundo Carlitos, sempre em briga com a polícia, encontra um cachorrinho atacado por outros e o adota. Depois, ajuda uma cantora maltratada pelo seu patrão. Neste curta de 33 minutos, escrito, dirigido, produzido e estrelado por Charles Chaplin, já dá para perceber os elementos mais significantes de sua filmografia como Carlitos. Temos este, esperto e atrapalhado, de coração de ouro, ajudando os que são humilhados e oprimidos, numa época em que a vida humana valia tão pouco – o período entre-guerras.
Esses
elementos seriam mais desenvolvidos em obras posteriores e nos longas metragens
de Chaplin. Falta, talvez, um pouco mais da participação do cãozinho, mas a
interação entre ele e Chaplin é cômica e singela, e o humor é sempre abundante.
Momentos de comédia? Muitos. Carlitos dando leite para o cachorro, entrando com
ele escondido no salão de dança, escapando dos policiais na cerca, enganando o bandido
fazendo o outro de marionete, são alguns.
Como
vimos, duas das características de seu cinema são a comicidade e a empatia em
benefício daqueles que clamam por socorro. Assim, “A Dog’s Life” é ótima forma
de apreciar a genialidade de um dos grandes nomes do cinema.
Cotação:
««««
(l
-
Ruim; «- Regular; ««- Bom; «««- Muito bom; ««««- Ótimo; «««««- Excelente)
Nenhum comentário:
Postar um comentário